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Moedas Sociais

Mostrando os posts da categoria Moedas Sociais.

Porque precisamos de Bancos Comunitários?

Há 10 anos atrás quando começou o Banco Palmas, a pergunta da vez era “Porque somos Pobres?” e como resposta mais simples a comunidade respondia “Somos pobres porque não temos dinheiro”.

E a metodologia dos Bancos Comunitários, criada pelo Banco Palmas, comprova que essa tese está completamente equivocada, já que toda comunidade é portadora de riquezas, considerando a riqueza como os talentos de cada pessoa em forma de produtos, serviços e saberes.

“E porque então nossas comunidades empobrecem?”

Porque tudo que nossas comunidades compram vem de fora da comunidade, principalmente de multi-nacionais que não consomem de nós.

E porque precisamos de Bancos Comunitários?

Mais do que prestar serviços bancários para as comunidades atendidas a função do Banco Comunitário é reorganizar a economia local, oferecendo por um lado microcrédito com juro baixo para que a comunidade possa voltar a produzir e por outro oferecendo empréstimos sem juro em moeda social para fortalecer o consumo local.

Por isso precisamos de Bancos Comunitários.

Para que cada uma de nossas comunidades tenham a possibilidade de reorganizem sua economia local, evitando que percam sua base monetária e evitando assim que nossas comunidades sigam empobrecendo.

Publicado por André Miani no dia 22 de julho de 2009 | Comentários: 0.
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Inaugurado os Bancos Comunitários do Projeto Moradia Solidária

São Paulo ganha 4 Bancos Comunitários

Na última sexta-feira, dia 05 de Junho de 2009, aconteceu a Jornada de Inauguração de Quatro Bancos Comunitários em São Paulo, lançado pelo projeto Moradia Solidária que tem como eixo de ação o desenvolvimento local em regiões metropolitanas junto aos movimentos de moradia.

Segundo o que foi comentado, o projeto foi desenvolvido a partir de quatro eixos, em parceria com a ITCP-USP, o Banco Popular do Brasil, SENAES-MTE e o Instituto Palmas, onde:

Logo de apresentado o projeto, ocorreram algumas falas dos representantes da Universidade de São Paulo (USP),  seguido pela Maria Izilda Camillo da Associação Sem Terra da Zona Norte – UMM e que representou as comunidades neste ocasião.

Joaquim de Melo NetoO diretor do Instituto Palmas, Joaquim de Melo Neto,  lembrou que antes “nossas comunidades brigavam para ter asfalto, energia, água…. e que hoje nossas comunidades lutam para ter seu banco, e não se trata de qualquer banco, a comunidade luta para ter seu próprio sistema financeiro”, resgatando durante sua fala que a função do Banco Comunitário mais que prestar os serviços bancários para as comunidades atendidas é reorganizar a economia local. Nesse sentido, sobre a função do Banco Comunitário, lembrou que há 10 anos atrás quando começaram o Banco Palmas, a pergunta da vez era “Porque somos Pobres?” e como resposta mais simples a comunidade respondia “Somos pobres porque não temos dinheiro” e hoje conseguem comprovar que essa tese está completamente equivocada, já que o que acontece é que as comunidades perdem suas poupanças internas, perdendo sua base monetária e assim empobrecendo e assim toda comunidade é portadora de desenvolvimento econômico. “E porque empobrecem?” Porque tudo que compram vem de fora da comunidade, de multi-nacionais. E reforçou que a proposta dos Bancos Comunitários é oferecer microcrédito para que a comunidade possa voltar a produzir e oferecer empréstimos em moeda social para fortalecer o consumo local. E terminou sua fala lembrando que com esses quatro novos bancos a rede do Instituto Palmas chega a 44 Bancos Comunitários, agradecendo ao deputado Eudes Xavier (PT), coordenador da Frente Parlamentar Nacional em de Defesa da Economia Solidária, ao Governo Federal que propiciou que a metodologia do Banco Palmas pudesse ser compartilhada Brasil afora e finalizou parabenizando o Movimento de Moradia Solidária por esta data.

Paul SingerO secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, lembrou que essa é uma conquista coletiva mas principalmente do Movimento de Moradias, mas também das Universidades e também da União. Reconhecendo a grande inovação do Banco Palmas ao juntar em um mesmo programa a idéia do microcrédito com as moedas sociais. Permitindo assim criar um territorio monetário próprio, e a partir desse território proteger os empreendimentos que preferencialmente deve ser coletiva, sem exploração e autogestionária. E classificou a moeda social como uma arma fundamental para provocar em nossas comunidades a substituição das importações, devido as pessoas das comunidades gastarem seu dinheiro com produtos que vem de fora da comunidade.

Luiza ErundinaOutra fala interessante foi da ex-prefeita do município de São Paulo e atual Deputada Federal Luiza Erundina que está empenhada em regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal que vem para regulamentar os Bancos Comunitários no Brasil e que aproveitou a ocasião pra agradecer ao Idalvo Toscano por ter apresentado e explicado para a Depurata O que era o Banco Palmas, por ter orientado-a sobre como o sistema financeiro popular deveria funcionar, por ter-la alertado para a possibilidade de que a Deputada poderia regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal que está há quase 21 anos parado e que está sofrendo grande resistência para ser aprovada por parte do mesmo Governo que vem apoiando projetos como esse do Bancos Comunitários. E ressaltou que o objetivo não é criar uma lei para criar esses bancos e sim regulamentar esses Bancos que existem de fato e que só falta uma lei para consagrar esse direito adquirido de fato.

Publicado por André Miani no dia 8 de junho de 2009 | Comentários: 0.
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Cubo Card, financia, agita e inspira a cena cultural no Brasil

Cubo CardAchei muito interessante o projeto da moeda complementar Cubo Card, que financia, agita e inspira não somente a cena cultural de Cuiabá, Estado do Mato Grosso, mas que também  já inspira outros coletivos alternativos como o pessoal do Festival Goma de Música Independente de Uberlândia que lançou a moeda complementar ”Goma Card” durante a segunda edição do Festival que aconteceu semana passada de 19 a 24 de maio, onde até o restaurante era pago em Goma Card segundo o pessoal do Meio Desligado e também o Coletivo Cratraia em Rio Branco, Estado do Acre, com a implantação do Catraia Card, lançada no final do ano passado e que estão sendo levados adiante com apoio oficial do secretário estadual de Cultura do Acre, Daniel Zen, como informado pelo jornalista Chico Barbosa através do Jornal do Commércio do dia 02 de Fevereiro de 2009.

Amostras da fonte de abundância inesgotável que são nossas comunidades.

Que o Cubo Card sirva de inspiração para outros coletivos.

Confira abaixo uma apresentação da proposta do projeto publicado no dia 09 de Fevereiro de 2007 pelo blog OpenBusiness. Observação: acredito que desse texto, somente aconteceu a alteração paridade da moeda que atualmente é 1 Cubo Card para cada 1 Real:

A criação do sistema de crédito Cubo Card buscou inovar nas relações internas, mas com reflexos diretos nas relações com o mercado. O que entra de receita no Coletivo é transformado em crédito, em cubo card, na seguinte proporção em relação à moeda vigente no país: 1 Cubo Card é igual a 1 real e 50 centavos. A grande sacada é que, ao se conseguir um patrocínio, pode-se captar o recurso em produtos ou serviços: por exemplo, um restaurante pode investir em um determinado evento, ganhando em troca propaganda ou outras vantagens, e ao invés de pagar 500 reais em dinheiro/moeda, paga em crédito para consumo, o Espaço Cubo administra esse crédito e, em vez de pagar um salário para os colaboradores envolvidos, distribui créditos para consumo e isso serve para qualquer atividade comercial. Bares, restaurantes, cabeleireiro, lojas de roupas, locação de DVD’s, lojas de discos, livros, enfim, trocas que não envolvem moeda. As vantagens do sistema são muitas, pois facilita as transações entre clientes e parceiros. A própria Secretaria Municipal de Cultura incorporou o sistema e ao conceder um benefício em dinheiro para determinado projeto, recebe em troca o valor dado em Cubo Card. A Secretaria pode utilizar esse crédito contratando shows do elenco do Espaço Cubo ou a organização de um evento. É uma compra de créditos. Isso gera uma atividade econômica viável e o sistema já desperta o interesse de outras instituições, como a Central Única das Favelas (Cufa MT) que já está criando o Cufa Card.

É um modelo interessante que pode viabilizar muitas transações que outrora consideraríamos improváveis, é possível convencer clientes que resistem em meter a mão no bolso. É mais fácil utilizar seu produto ou serviço como investimento num projeto cultural e até otimizar esses recursos no próprio negócio, como o desperdício (no caso de um restaurante que sempre joga comida fora). O excedente em moeda é investido em infra-estrutura e adequação ou ampliação de novas frentes de negócios, assim os administradores do Espaço Cubo vão, por exemplo, equipando o estúdio e melhorando sua qualidade técnica, enfim, dirigem para investimentos, prioritariamente, em tecnologia e informação. O patrimônio adquirido é a garantia do sistema, o lastro, equivalente ao valor venal do patrimônio que hoje deve estar em torno de 30 mil reais.

Mais informações:

Festival GOMA 2009 a todo vapor!
Mais uma moeda complementar no Circuito Fora do Eixo
Moedas Complementares do Fora do Eixo em destaque no Jornal do Comércio (RJ)

Publicado por André Miani no dia 25 de maio de 2009 | Comentários: 0.
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Galeuros – A primeira moeda virtual galega

Desde Santiago de Compostela, o colega Antonio Palma, enviou um salve sobre o lançamento da primeira moeda virtual galega.

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História dos Galeuros
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Criada pela “Asociación Cultural Fillos de Galicia”, tem sua história dividida até qui em duas partes:

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Administração dos Galeuros
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Com a nova etapa, a governança dos galeuros passou a ser dividida por um comite reitor composto por:

  1. um representante da Asociación Cultural Fillos de Galicia escolhido por sua Junta Diretiva  (atualmente Manuel Casal Lodeiro, secretário e coordenador da associação);
  2. e um representante de cada Organização Participante.

Este Comite tem como função dirigir os galeuros, com base nas normas aprobadas pela IX assembléia da Associação Cultural Fillos de Galicia e não terá poderes para modificar estas normas.

O comite reitor ainda escolhe o “Administrador dos Galeuros” encarregado de contabilizar as operações realizadas, atender os participantes, difundir, potencializar os galeuros e compensado com 10 galeuros por hora de trabalho prestados.

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Funcionamento dos Galeuros
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Para utilizar os galeuros é necessário ter uma conta na loja virtual http://tenda.fillos.org/, não é necessário comprar nada, apenas criar uma conta.

Cada galeuro é equivalente a 1 euro e a conversão de galeuros em euros também é permitida, sendo que entre Maio de 2007 e Marzo de 2009  a paridade era de 1 para 1 respeitando somente a disponibilidade de capital da associação e a partir da segunda etapa, ficou acordado a aplicação de uma taxa de conversão de 10% sobre o valor da operação de câmbio.

A contabilidade se dá através de um sistema contábil duplo em que o usuário que compra registra suas operações no sistema virtual e também na tradicional caderneta dos sistemas de crédito mútuo, informando ao sistema:

Publicado por André Miani no dia 22 de maio de 2009 | Comentários: 0.
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CNN: Algumas comunidades estão imprimindo seu próprio dinheiro

Acabei de encontrar a referida matéria publicada no 22 de abril pela CNN.

Confiram:

Publicado por André Miani no dia 28 de abril de 2009 | Comentários: 0.
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Calendário de Feiras de Trocas em São Paulo – Abril 2009

Calendário de Feiras de Trocas em São Paulo no mês de abril / 2009.

Todos primeiros domingos de mês as 14:00 horas

05/04/2009 – Clube de trocas no GOTI

Endereço: Rua Delfin do Prata, 15 A – Santa Terezinha – Pedreira –
Santo Amaro – SP.

Feira de trocas das 14:00 as 17:00h.

Obs: Estamos necessitando de livros infantis para a creche que funciona neste espaço, o pagamento dos livros será em moeda social, quem puder ajudar, agradecemos toda ajuda.

Todos os segundos domingos de mês as 13:00 horas

12/04/2009 – Clube de Trocas do Jd. Ângela e Capão Redondo

Horário: 13h as 17h
Local: Associação Sonia Ingá
Endereço: R. Felipe Manara, 13 – Jd Sonia Ingá
Neste próximo Clube haverá a comercialização de alimentos doados pelo ENEDS

Todos os terceiros sábados de mês as 10:30 horas

18/04/2009 – Feira de trocas das 10 as 17 horas na Rua Dr. Lund, 361 – ponto de
referencia de baixo do Viaduto Gricério – Centro São Paulo.
Teremos nesta feira de trocas 7 Empreendimentos solidários,
oferecendo valor estimado a R$ 1.000,00 em produtos a base de trocas,
entre os produtos, doces, salgados, bijuterias, bolsas, cachecóis,
mudas e plantas, outros participantes desta feira, também estarão
oferecendo outros produtos.

Todos os últimos sábados de mês as 11:00 horas

25/04/2009 – CECCO Santo Amaro, Clube de Trocas moeda social Talento
Local: Rua Pe Jose Maria, 555 – Santo Amaro – São Paulo – SP.
Referencia: do lado do Terminal Santo Amaro
Feira de trocas das 11:00 as 14:00.

Um abraço solidário.

Carlos Henrique
(Representante de clube de trocas em São Paulo)

Publicado por André Miani no dia 28 de março de 2009 | Comentários: 0.
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Globo: Comunidades driblam a falta de dinheiro

O programa Bom Dia Brasil dessa quarta-feira, 12/11/2008, apresentou uma matéria sobre moedas sociais realizada pelo jornalista Marcos Uchôa.

Nada novo, o destaque maior é a Rede Globo dar boa visibiliadade para esse tema das moedas sociais em tão pouco tempo. O Jornal Nacional do dia 25/10/2008, havia mostrado a experiência da cidade de Lewes, ao sul de Londres e agora traz novamente esse tema.

E quero aproveitar para lembrar que economia solidária não é economia dos pobres ou para os pobres por conta da declaração abaixo que está no vídeo:

“Quando o pobre chega no mercadinho solidário, funciona assim: a pessoa chega com um potinho de doce de leite, que ela faz com um pouquinho de leite e açúcar, mas ela precisa do macarrão. No local, ela chega e troca o doce de leite pelo macarrão que ela precisa. Isso é o que ela pode fazer e é a possibilidade que ela tem de se sustentar com o que ela produz”, explica a voluntária Clara Pentagna.”

Definitivamente o movimento das Trocas Solidárias não é uma economia para pobres, empobrecidos, etc… As trocas solidárias como uma forma de Economia Solidária representa a Economia da Abundância uma economia para muitos diferente da outra economia que é para poucos.

Confiram o vídeo:

мебеликоли под наем

Publicado por André Miani no dia 12 de novembro de 2008 | Comentários: 0.
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Moeda Social: Verdades e Mentiras

Recebi do meu primo Armando Miani Neto, um link da noticia “Comunidades usam moedas sociais para ajudar desenvolvimento econômico” escrita pela jornalista Laura Naime a seção de Economia do G1 do portal globo.com, que compartilha informações basicamente sobre a Rede Cearense de Bancos Comunitários como se representasse a realidade de todos os projetos de moedas sociais existentes no país.

Embora a matéria seja bem legal existem alguns equivocos ainda que a matéria tenha ficado muito boa e a intenção tenha sido a melhor de todas.

No final da matéria da Laura é mencionada alguns temas que envolve legislação que não tive tempo de investigar e por isso não estarei comentando.

Boa Leitura.

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Publicado por André Miani no dia 8 de setembro de 2008 | Comentários: 2 .
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Kit Clube de Trocas – Vai de 100 ou 200?

Como é incrível o poder do dinheiro…

Mesmo de dentro de um ambiente regido pela abundância como nos espaços dos clubes de trocas, onde eu aprendi com a Heloisa Primavera:

Outras pessoas que também conheceram suas idéias, trocam toda essa aprendizagem somando a resignação por manter-se alinhado ao Paradigma da Abundância pela oportunidade de fazer dinheiro.

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Publicado por André Miani no dia 3 de agosto de 2007 | Comentários: 0.
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Bancos comunitários financiam R$ 800 mil/ano

Adriana Albuquerque da Redação do Jornal O Povo de Fortaleza:

Embora ainda pequenos, se considerado o universo financeiro do País, os bancos comunitários desempenham importante papel para as comunidades de baixa renda. Suas ações, metas e perspectivas são o foco do debate de hoje até sexta-feira no Sesc Iparana. (mais…)

Publicado por André Miani no dia 18 de abril de 2007 | Comentários: 0.
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