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Portfolio.Com: o Futuro do Dinheiro

Condé Nast Publications que é o nome de um dos maiores grupos internacionais de edições de revistas, baseada na cidade de Nova Iorque, com subsidiárias em locais tão distantes como Sydney e Paris, publicou no dia 13 de Abril através da sua edição especializada em economia “Condé Nast Portfolio” dois artigos bem interessantes.

The Future of Money: The Return of the Gold Standard

Este primeiro, começa comentando sobre um oncologista aposentado chamado Jackson Douglas que lançou a primeira moeda de ouro digital do mundo em 1996, através de um sistema de pagamento on-line totalmente lastreado por reservas de metais preciosos e comercializados sob a marca e-gold. Comenta também que no mês de Março foi lançado um sistema que permite que utilizar o iPhone para transferir GoldMoney (uma outra moeda virtual lastreada em ouro) entre usuários desse sistema, que tem mais de US $ 631 milhões em ouro nos seus cofres de Londres e Zurique. Cita ainda que em Abril de 2007 o próprio Jackson Douglas e outros cabeças do projeto foram penalizados com um processo judicial pela acusação de terem criado um método de pagamento preferencial pelos operadores de investimento duvidósos / fraudulentos envolvendo operações de cartões de crédito e falsidade ideológica além de vendedores na linha de pornografia infantil. E o pior é que, segundo informa este artigo, os indiciados assumiram a culpa e encerraram seu projeto enquanto redesenham esse sistema que chegou a viabilizar o pagamento de mais de 2 milhões de dólares por dia.


The Future of Money: DIY Currencies

Já esse segundo é mais fantástico ainda, já que comenta que o futurista Douglas Rushkoff, famoso por prever o futuro da midia social, está tentando convencer o Craig Alexander Newmark da Craigslist a criar uma nova moeda: “craigbucks.” Ele acredita que este é obviamente o próximo passo para a evolução do dinheiro. Segundo Rushkoff as pessoas seguirão com seus cartões Visa e MasterCard mas também precisarão de novos meios de pagamentos e ainda afirma que no futuro nossos povos literalmente irão reprogramar seus sistemas economicos, usando redes de computadores e dispositivos portáteis para  administrar novas formas de  dinheiro alternativo. Trazendo exemplos de cenários futuros que já estão em funcionamento o artigo menciona os exemplos do Japão, possivelmente ele está falando sobre uma moeda comunitária chamada de  Fureai kippu que é um sistema de assistência à terceira idade criado em 1995 por  Sawayaka Welfare Foundation em que as pessoas podem ganhar créditos por ajudar pessoas de idade nas suas comunidades. Lembra ainda que nos Estados Unidos, horas de serviço podem ser trocados no Banco de tempo ou localmente em Ithaca(New York) ou Life Dollars utilizado no lado do Pacifico Noroeste. Lembrando que as experiências pesquisadas tem se mostrado exitôsas ainda que sejam pequenas e trazendo a informação que existe em circulação o equivalente a USD $100.000,00 em “Ithaca hours”  e  cerca de USD 2.000,00 em Life Dollars em transações por mês.

Ainda que Newmark não comprou a ideia dos “craigbucks”, o Rushkoff não se dá por vencido e fala em tom de brincadeira: “Se ele não pretende fazer isso, Eu posso fazer-lo sozinho.” E encerra: “As moedas complementares operam de baixo pra cima, e o futuro do craigbuck dificilmente será uma excessão.

Nota deste Blogueiro: acredito que o acrônimo DIY citado no segundo artigo corresponde a abreviação de Do It Yourself (do inglês faça você mesmo), que traduz um espirito empreendedor e anarquista que terá surgido com a cena punk underground. A atitude DIY é obviamente associada a um espirito anticapitalista e assenta no pressuposto que uma pessoa sozinha pode muito bem fazer o trabalho de vários “profissionais” excessivamente bem pagos e por vezes incompetentes.

Publicado por André Miani no dia 24 de abril de 2009 :: Comentários: 2.
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2 Comentários

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#1. abril 24th, 2009, at 7:57 AM.

Olá.

Antes de mais nada, parabéns pelo site blog mto bem pensado.
Em seguida, tenho a dizer q n li as materias; contentei-me com os comentários-sobre – Muito interessantes. Todavia, uma pergunta q veio ao final foi a sgte: mas e o q tais iniciativas tem haver com o adjetivo “sustentável”. Sinceramente, n pude notar nada que efetivamente corresponde-se aos seus princípios correlatos.

Abraço, L. Janz.

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#2. abril 24th, 2009, at 12:02 PM.

Olá Leonardo. Obrigado por perguntar. Buscando Sistemas Monetários Sustentáveis, vou encontrando propostas como essas em que reforçam o cenário hipotético declarado pelo economista belga Bernard Lietaer que sugere a possibilidade do setor privado assumir o papel de emissão de dinheiro através do seu livro O Futuro do Dinheiro de 2001 publicado em Janeiro de 2001.

Nesse livro ele comenta que existe uma eminente possibilidade da quebra do “padrão dólar”. Ele menciona no seu livro que o Mundo irá conhecer as lições que a Argentina conheceu com a quebra do seu sistema monetário em 2000/2001(época em que aconteceu o curralito). E, frente a essa eminente possibilidade, Lietaer apresenta cinco cenários hipotéticos acerca de como o mundo poderá superar esse grande desafio. Entre esses cenário está o Cenário Empresário em que a confiança dos usuários do dólar será fortemente abalada, dando margem ao surgimento de moedas corporativas respaldadas pelas produções das próprias mega-corporações, que será complementado pelas moedas comunitárias. Mais ou menos um cenário em que as pessoas estarão utilizando “dinheiro empresário” para comprar o que as comunidades não podem produzir e moeda complementar para consumir os recursos disponíveis da comunidade.

Em lugar das pessoas seguirem acreditando no dólar, passarão a confiar nas moedas emitidas por empresas que contam com suas produções reais, diferente dos nossos governos que além de não terem produção real, utilizam o poder de emissão de dinheiro para corromper, para benefício próprio, etc.

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