O caminho que melhor funcionou, na minha investida para começar uma rede de trocas na minha cidade (Mogi das Cruzes-SP) foi um trabalho de formiguinha. Conversar com cada contato que eu tinha para explicar as diferença entre trocas diretas e trocas com moeda social, o que era a moeda social e a diferença da moeda oficial, as feiras de trocas, o tema da responsabilidade compartida, etc… utilizava de 30 a 40 minutos de conversa com cada pessoa… para fazer uma mini-capacitação em “alfabetização econômica básica” e fazer o mapa de produção e consumo de cada prossumidor e buscando aliados para formar o primeiro grupo coordenador.

E assim fui armando um classificado com Nome, Bairro, Telefone, Oferta e Demanda. E logo que juntei 11 prossumidores, coloquei esses dados numa folha de papel A4 junto com uma descrição sobre o que era o Clube de Trocas Solidárias e Como funcionava.

Então, comecei a fazer circular entre os novos participantes e antigos, pedindo que essas pessoas ajudassem a realizar esse mesmo trabalho de sensibilização junto a seus contatos. (Tive pouco sucesso nessa parte.)

Depois de um tempo descobri que os vereadores da camara municipal nem sempre usam toda sua cota de fotocopias e sempre conseguia cópias “grátis” (recurso público pago com impostos)

O fato de estar tudo em uma folha mostrando, por um lado:

      *  a abundancia de ofertas disponíveis para consumo
      *  a abundancia de demandas da comunidade

e por outro lado explicando a existência da:

      * a moeda social

foi o caminho mais efetivo de várias tentativas para se chegar a organização da primeira feira de trocas, que acabou acontecendo com 32 pessoas prossumidores…

uma pena que o projeto não seguiu….