O Grupo de trocas de São Leopoldo nasceu em 2007, depois de uma Feira Popular, quando várias pessoas estiveram em uma primeira experiência de trocas de suas vidas. A troca é direta, sem moeda social, o que permite grande distanciamento do padrão monetário e facilita a proximidade afetiva. O valor de um objeto ou serviço não se baseia na moeda oficial, o Real, mas é discutido entre os interessados, e vale o bom senso. (Adriana Dias)
Chega Abril de 2009, e com Abril de 2009 a tão aguardada notícia:
Gostaríamos de lembrar que neste domingo, dia 26, teremos mais uma edição da Feira de Trocas Solidárias, aqui no Espaço. Mesmo com chuva, o evento acontecerá na parte interna da casa. Convidamos a todos para participarem, trazendo objetos para as trocas. Contamos com sua presença a partir das 15 horas!
Neste domingo estaremos escolhendo o nome de nossa moeda social, venha mesmo. Av. Osvaldo Aranha, 233 – São Leopoldo, Rio Grande do Sul. (Claudio Azevedo)
E, passado um mês da novidade, chega a melhor de todas as novidades das trocas em São Leopoldo:
A Economia Solidária está de festa!!
Domingo, dia 31 de maio, às 15 h.:
Comemoração de dois anos do Grupo de Trocas de São Leopoldo (Rio Grande do Sul)
Tudo isso, no Espaço Ambiental Milton Roessler
(Rua Osvaldo Aranha, 233, centro
São Leopoldo, RS
Achei muito interessante o projeto da moeda complementar Cubo Card, que financia, agita e inspira não somente a cena cultural de Cuiabá, Estado do Mato Grosso, mas que também já inspira outros coletivos alternativos como o pessoal do Festival Goma de Música Independente de Uberlândia que lançou a moeda complementar ”Goma Card” durante a segunda edição do Festival que aconteceu semana passada de 19 a 24 de maio, onde até o restaurante era pago em Goma Card segundo o pessoal do Meio Desligado e também o Coletivo Cratraia em Rio Branco, Estado do Acre, com a implantação do Catraia Card, lançada no final do ano passado e que estão sendo levados adiante com apoio oficial do secretário estadual de Cultura do Acre, Daniel Zen, como informado pelo jornalista Chico Barbosa através do Jornal do Commércio do dia 02 de Fevereiro de 2009.
Amostras da fonte de abundância inesgotável que são nossas comunidades.
Que o Cubo Card sirva de inspiração para outros coletivos.
Confira abaixo uma apresentação da proposta do projeto publicado no dia 09 de Fevereiro de 2007 pelo blog OpenBusiness. Observação: acredito que desse texto, somente aconteceu a alteração paridade da moeda que atualmente é 1 Cubo Card para cada 1 Real:
A criação do sistema de crédito Cubo Card buscou inovar nas relações internas, mas com reflexos diretos nas relações com o mercado. O que entra de receita no Coletivo é transformado em crédito, em cubo card, na seguinte proporção em relação à moeda vigente no país: 1 Cubo Card é igual a 1 real e 50 centavos. A grande sacada é que, ao se conseguir um patrocínio, pode-se captar o recurso em produtos ou serviços: por exemplo, um restaurante pode investir em um determinado evento, ganhando em troca propaganda ou outras vantagens, e ao invés de pagar 500 reais em dinheiro/moeda, paga em crédito para consumo, o Espaço Cubo administra esse crédito e, em vez de pagar um salário para os colaboradores envolvidos, distribui créditos para consumo e isso serve para qualquer atividade comercial. Bares, restaurantes, cabeleireiro, lojas de roupas, locação de DVD’s, lojas de discos, livros, enfim, trocas que não envolvem moeda. As vantagens do sistema são muitas, pois facilita as transações entre clientes e parceiros. A própria Secretaria Municipal de Cultura incorporou o sistema e ao conceder um benefício em dinheiro para determinado projeto, recebe em troca o valor dado em Cubo Card. A Secretaria pode utilizar esse crédito contratando shows do elenco do Espaço Cubo ou a organização de um evento. É uma compra de créditos. Isso gera uma atividade econômica viável e o sistema já desperta o interesse de outras instituições, como a Central Única das Favelas (Cufa MT) que já está criando o Cufa Card.
É um modelo interessante que pode viabilizar muitas transações que outrora consideraríamos improváveis, é possível convencer clientes que resistem em meter a mão no bolso. É mais fácil utilizar seu produto ou serviço como investimento num projeto cultural e até otimizar esses recursos no próprio negócio, como o desperdício (no caso de um restaurante que sempre joga comida fora). O excedente em moeda é investido em infra-estrutura e adequação ou ampliação de novas frentes de negócios, assim os administradores do Espaço Cubo vão, por exemplo, equipando o estúdio e melhorando sua qualidade técnica, enfim, dirigem para investimentos, prioritariamente, em tecnologia e informação. O patrimônio adquirido é a garantia do sistema, o lastro, equivalente ao valor venal do patrimônio que hoje deve estar em torno de 30 mil reais.
Faz tempo que estou para escrever sobre a nova rede de trocas impulsionada pelo amigo Didac Sanchez-Costa, que me apresentou a proposta da rede de trocas solidárias, a primeira pessoa que me despertou para a possibilidade de que era possível criar dinheiro.
Conheci a semente desse projeto em dezembro de 2008, diretamente lá das montanhas de Montseny onde fui recebido, alimentado e hospedado com o máximo carinho. E estou muito feliz por poder ver o resultado do esforço do guerreiro Dídac e também de todas as outras pessoas dessa rede que eu tive o prazer de conhecer, como a Angels Vendrell, Eva Benavent, Mae e todas as outras que eu conheci e não lembro o nome e também para as que eu não conheci mas que devem estar trabalhando muito pelo projeto.
Felicitacions i prosperitat per ecoxarxa Montseny
Confiram agora o vídeo da inauguração da Ecoxarxa Montseny que aconteceu no dia 22 de Março de 2009:
Ecoxarxa: (Eco = Ecologia / Xarxa = significa Rede em catalão)
Através do Projeto Moradia Solidária serão lançados cinco novos Bancos Comunitários na cidade de São Paulo.
Fruto de uma parceria entre a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP (ITCP-USP), com o Laboratório de Extensão da Escola de Artes, Ciências e Humanidades também da USP (EACH-USP) e com quatro Movimentos de Moradia da cidade de São Paulo, além das respectivas comunidades, a Rede Solidária da Zona Sul e o Instituto Palmas.
Este projeto de Desenvolvimento Local Solidário, desenhado para as Regiões Periféricas de São Paulo, pretende disseminar, promover e implementar ações que fomentem e fortaleçam o desenvolvimento local solidário como subsídio à geração de trabalho e renda em quatro comunidades na cidade de São Paulo estimulando, em especial, a organização de empreendimentos coletivos solidários e criando mecanismos para o seu desenvolvimento.
Os principais objetivos são:
a formação de Agentes Locais de Economia Solidária (ALES) que atuarão como multiplicadores do trabalho nas regiões;
a criação de Centros de Referência em Economia Solidária para articulação de redes locais;
a criação de bancos comunitários para ajudar os empreendimentos e consumidores através de empréstimos, bem como viabilizar a circulação de moeda social;
a incubação de empreendimentos econômicos solidários e cooperativas populares.
Do dia 11 ao dia 14 de março de 2009, o Instituto Palmas realizou uma capacitação para as pessoas que irão trabalhar nos bancos comunitários que serão implementados na cidade de São Paulo e que terá sua inauguração nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2009.
No dia 5 deve acontecer um ato solene e nos dois dias seguintes as inaugurações em cada um dos locais.
O suíço Matthew P Slater de 36 anos, desenvolveu um pacote de ferramentas destinado principalmente ao sistema LETS, mas que com alguns ajustes pode ser utilizado por outros sistemas de moedas complementares, como os Bancos de Tempo por exemplo.
Desde Santiago de Compostela, o colega Antonio Palma, enviou um salve sobre o lançamento da primeira moeda virtual galega.
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História dos Galeuros
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Criada pela “Asociación Cultural Fillos de Galicia”, tem sua história dividida até qui em duas partes:
Na primeira etapa dos galeuros, somente a Associação Cultural tinha o poder de colocar créditos em circulação
Já na segunda etapa, o sistema mudou adquirindo formato do sistema LETS onde além da própria Associação Cultural que tem limite de débito de 10.000 galeuros, também os seus associados e as organizações participantes passam a ter o direito a emitir até 2.000 galeuros, com possibilidade de aumentar esse limite pela administração dos Galeuros.
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Administração dos Galeuros
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Com a nova etapa, a governança dos galeuros passou a ser dividida por um comite reitor composto por:
um representante da Asociación Cultural Fillos de Galicia escolhido por sua Junta Diretiva (atualmente Manuel Casal Lodeiro, secretário e coordenador da associação);
e um representante de cada Organização Participante.
Este Comite tem como função dirigir os galeuros, com base nas normas aprobadas pela IX assembléia da Associação Cultural Fillos de Galicia e não terá poderes para modificar estas normas.
O comite reitor ainda escolhe o “Administrador dos Galeuros” encarregado de contabilizar as operações realizadas, atender os participantes, difundir, potencializar os galeuros e compensado com 10 galeuros por hora de trabalho prestados.
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Funcionamento dos Galeuros
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Para utilizar os galeuros é necessário ter uma conta na loja virtual http://tenda.fillos.org/, não é necessário comprar nada, apenas criar uma conta.
Cada galeuro é equivalente a 1 euro e a conversão de galeuros em euros também é permitida, sendo que entre Maio de 2007 e Marzo de 2009 a paridade era de 1 para 1 respeitando somente a disponibilidade de capital da associação e a partir da segunda etapa, ficou acordado a aplicação de uma taxa de conversão de 10% sobre o valor da operação de câmbio.
A contabilidade se dá através de um sistema contábil duplo em que o usuário que compra registra suas operações no sistema virtual e também na tradicional caderneta dos sistemas de crédito mútuo, informando ao sistema:
Fiquei sabendo no Bar Saci, que no dia 23 de Maio de 2009, como parte da Semana da Luta Antimanicomial, a Rede de Saúde Mental e Economia Solidária do Estado de São Paulo irá realizar a I Feira de Saúde Mental e Economia Solidária, na Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 ( Escola de Enfermagem da USP – ao lado do Metrô Clínicas), São Paulo – SP.
Entre as atividades está previsto o ato de Lançamento da Moeda Social Qualquer e também com diversas apresentações culturais como a IV Parada do Orgulho Louco, visando um diálogo com o conjunto da sociedade para mostrar as potencialidades criativas e produtivas dos usuários da Rede de Saúde Mental.
Espero poder prestigiar o lançamento dessa Moeda Social, por acreditar na importância desse trabalho e por acreditar no sucesso dessa parceria entre “Saúde Mental” e a “Economia Solidária”, também conhecida como a Economia da Abundância, a Economia da Inclusão,etc.
Foi anunciado para pesquisadores de moedas complementares do mundo todo no dia 13 de maio, pelo International Journal of Community Currency Research (IJCCR) que foram adicionados dois novos trabalhos para o anuário de 2009, entre eles o trabalho da Marusa Vasconcelos Freire:
Economia social e o Banco Central: Questões legais e regulatórias sobre moedas sociais como instrumentos de políticas públicas compatíveis com a política monetária (PDF – INGLES)
“No Brasil, a Secretaria Nacional de Economia Solidária tem incentivado a criação de Bancos Comunitários de Desenvolvimento, responsáveis pela emissão de ‘moedas sociais circulantes locais’, bem como tem lutado pela criação de um marco regulatório para o estabelecimento de uma política de finanças solidárias com o uso de moedas sociais no País nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal.”
Uma preciosa contribuição para as discussões em torno dos marcos legais dessas práticas no Brasil.