Joaquim de Melo Neto, coordenador do Instituto Palmas, lançará no próximo dia 15 de Outubro na Embaixada do Brasil na França o livro “VIVA FAVELA! – Quand les démunis prennent leur destin en main“.
Viva Favela! é o testemunho de Joaquim Melo, escrito com Elodie Becu e de Carlos Freitas vencedor do prêmio AVINA 2008 de jornalismo investigativo.
Joaquim Melo, 47, é um dos pilares da história do Conjunto Palmeiras. Chegou como um seminarista na favela, em 1984, acompanhou as lutas do povo por melhores condições de vida e criou em 1998, o Banco Palmas. Hoje, ele coordena o trabalho do Instituto, que administra o sistema de microcrédito Palmas Palmas associado a uma moeda local em 47 comunidades pelo Brasil.
Elodie Becu é um jornalista em Paris, Últimas Notícias da Alsácia. Em 2008, obteve uma concessão de jornalismo investigativo sobre o desenvolvimento sustentável concedido pela Fundação Avina para a comunicação no Banco Palmas. A premiação marcou o início de sua história com o Banco Palmas que gerou o projeto do livro Joaquim de Melo.
Carlos de Freitas é consultor em desenvolvimento sustentável, também vencedor do prêmio AVINA 2008 de jornalismo investigativo.
Especialista no debate sobre multi-atores e edição de programas de incorporar critérios de sustentabilidade, ele trabalhou para várias organizações, instituições e comunidades.
Evento imperdível para quem vem se interessando por tecnologias sociais como os Bancos Comunitários e as Moedas Complementares, Circulantes Locais, Moedas Sociais e por temas de sustentabilidade, desenvolvimento comunitário, estratégias de políticas públicas modernas e tudo que precisamos para caminhar em rumo a uma era de abundância sustentável.
Lendo o site do evento lembrei muito da história das moedas sociais e que eu acredito que será a essência desse evento que será o apoio dos participantes a entenderem que a verdadeira riqueza do mundo não é o dinheiro e sim todos os talentos de nossas comunidades em forma de produtos, serviços e saberes.
Serão dois dias de eventos com palestras e vídeos-conferência com pesquisadoras e pesquisadores de várias partes do mundo.
O registro é gratuito para os membros da rede Crie futuros. Se você ainda não faz parte dessa rede na Internet, acesse o site www.criefuturos.com.bre faça seu registro grátis!
Para quem não está em São Paulo, poderá acompanhar todo o evento pela Internet.
No último final de semana, dia 05 de setembro Michael Moore exibiu o seu novo documentário “Capitalism: A Love Story” no Festival de Veneza.
O foco do filme é a grande crise econômica que abalou os mercados mundiais ao final de 2008, provocando a quebra de instituições financeiras e a falência não só de empresas, como de pessoas físicas -milhares delas perderam suas casas, nos EUA, por não poderem pagar suas hipotecas, que haviam sido refinanciadas para adquirir novas casas.
Como de hábito nos filmes de Moore, a pesquisa é consistente e registra casos impressionantes, que visam retratar a ganância dos bancos e o resultado trágico, segundo ele, de uma desregulamentação do sistema financeiro. Além de acompanhar o despejo de alguns inadimplentes com as hipotecas, Moore denuncia verdadeiros crimes, como empresas que fazem apólices de seguro em favor de seus empregados e beneficiam-se delas, no caso de sua morte, em prejuízo das famílias dos mortos. O filme não se furta a indicar mesmo os nomes de diversas grandes empresas norte-americanas que usaram ou ainda usam este expediente.
Uma das sequências mais provocadoras de “Capitalism: A Love Story” está em seu final -quando o próprio cineasta percorre diversos bancos em Nova York com um saco de pano na mao, com a intenção declarada de “recuperar” dinheiro subtraído aos contribuintes. Impedido de fazer esta “coleta”, Moore arranja então um rolo da fita normalmente usada pela policia norte-americana para isolar cenários de crimes, passando-a pela porta dessas instituições.
Ao final, o cineasta propõe que cada uma das pessoas que assistir ao filme também se rebele, seguindo os exemplos de trabalhadores que ocuparam indústrias desativadas ou alguns moradores que reocuparam suas casas, desobedecendo às ordens de despejo. Moore diz claramente que os EUA hoje “não são” o país que o falecido presidente Franklin Roosevelt propunha, mas que ele não irá deixá-lo. Moore repropõe, ao que parece, a boa e velha desobediência civil.
Assistam a seguir o sarcástico trailler deste novo documentário de Michael Moore que será lançado no início de outubro deste ano.
Olá, eu sou Michael Moore.
Se você está sentado esperando para ver meu novo filme, gostaria de chamar a atenção e pedir que se unam para ajudar uma grande quantidade de americanos.
A forte queda da economia afetou muita gente.
As pessoas não tem escolha para obter assistência governamental, porque todas as agências estão ocupadas trabalhando tanto…
Deixe-me perguntar uma coisa: Porque você não coloca a mão no bolso e não dá uma ajuda pra eles?
Tenho certeza que você colaborará com doações para:
- CITIBANK
- BANK OF AMERICA
- AIG
- GOLBING SEX
- GP-MORGAN’S
Além de todos os outros bancos e corporações que você já conhece. Então, que tal você fazer esse ato de generosidade?
Já sei o que está pensando: “Você já paga todos seus impostos”.
E eu reconheço que o faz com muito esforço. Mas isso já é passado.
Em busca de sistemas monetários sustentáveis descobrí neste blog uma moeda local que funciona na Itália e é conhecida como SCEC, acrônimo de “Solidariedade que caminha” em italiano (Solidarietà che Cammina).
A fonte desta moeda é o Arquipélago SCEC, consequência de um estudo de mais de 4.000 moedas complementares, entre eles o sistema WIR da Suíça e o Regiogeld da Alemanha, para citar alguns.
Face da frente de um exemplar da moeda SCEC equivalente a 10 Euros.
Inicialmente pelo pouco que eu li lembrei do sistema ”Tianguis TLALOC“, uma rede de trocas multi-reciproca impulsionado em 1999 ou 2000 pelo Luis Lopezllera no México que utilizava um vale comunitário chamado Tlaloc, já que o SCEC funciona mais bem como um vale comunitário que como uma moeda complementar mesmo já que ela tem que ser usada em conjunto com Euros. Mas depois fui notando várias diferenças entre esses sistemas.
Segundo este paper, a moeda local SCEC tem um valor nominal igual ao do euro (1:1), mas não é convertível ou resgatável em Euro. A moeda local SCEC é totalmente gratuita (não pode ser comprada ou vendida). É emitida e distribuída de acordo com critérios de transparência, que devem ser idênticos em cada comunidade, que está associada com Arquipélago como nas regiões de: Sicília, Calábria, Campânia, Lácio, Úmbria, Toscana, Veneto e Friuli VG. Além de outros grupos que estão em capacitação nas regiões de: Piemonte, Ligúria, Trentino AD, Puglia e Marche.
O Arquipélago SCEC divulga ainda que, já em dezembro 2008 registravam:
1.700 empresas envolvidas
4.000 famílias participantes
570,000 SCEC em circulação com um volume de negócios de cerca de 3 milhões de euros
Recebi há 10 dias atrás um link de um colega da Nova Zelândia chamado Geoff. Waterhouse com uma notícia escrita por Paul Joseph Watson no dia 11 de julho de 2009 informando que o durante um momento altamente simbólico do G8 em L’Aquila na Itália, o Presidente russo Dmitry Medvedev revelou a repórteres uma unidade da futura moeda mundial.
Medvedev salientou que a moeda foi cunhada na Bélgica e que ostenta a expressão “unidade na diversidade”.
Uma das maiores agências noticiosas da Rússia a RIA Novosti informou que esta moeda representou um exemplo de uma “possível moeda mundial”.
Mas independente de uma interpretação ou outra. O importante é o fato da divulgação desse importante avanço de esforços liderado e iniciado pela Russia mas também com apoio explícito de outros países como a própria China, mencionada nesta notícia de agora mas também no passado recente como esta outra noticia que menciona que o presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, declarou em março de 2009 seu apoio a iniciativa russa de criar uma moeda de reserva internacional como alternativa ao dólar.
“Unidade na diversidade” é o alicerce que move esta iniciativa, que começou em 1996. Seu objetivo é reunir pessoas e ir além de estereótipos nacionais. Sua importância histórica é ainda maior do que a sua economia, é uma meta construida sobre confiança, esperança e unificação das raízes culturais e espirituais.
ART.2
O relacionamento entre a Europa e a América e entre os Estados Unidos e muitos países dos cinco continentes, é baseada em tradições culturais comuns e sustentada por uma visão de mundo paralelo.É impulsionada por elevados conceitos de fraternidade e de paz.Estas relações são cultivadas através de dinâmicas globais cujo objetivo é o de cumprir objetivos sociais, políticos e econômicos, com total respeito dos valores e das identidades nacionais encontradas nas constituições dos respectivos paises.
ART.3
É, portanto, o nosso desejo dar vida ao projeto de uma moeda comum, que recebeu como nomes provisórios “Eurodollar/Dollaeur” (inicialmente), “United Money” e então “United Future World Currency”.Devendo simbolizar não só os aspectos econômicos, mas também os aspectos humano, social, político, espiritual e as ligações entre as nações de diferentes continentes que possuem ideais semelhantes.
ART.4
A moeda comum é um projeto extremamente importante passo para a aproximação das pessoas.É um meio de entendimento, referenciando e reforçando identidades diferentes que compartilham de propósito de leis morais.A competição nos respectivos mercados permanecem livres, e os princípios básicos das identidades nacionais dos países participantes serão resguardados.
ART.5
Estamos determinados a promover a sensibilização para este projeto entre tantas pessoas quanto possível em todos os Continentes.Estamos concentrados em especial sobre a participação ativa dos jovens, especialmente das escolas.Na verdade, os jovens representam a mais forte e o mais concreto veículo para divulgar esta iniciativa.Eles também são os potenciais beneficiários deste grande passo em frente rumo à unificação e da criação de um mundo que responde melhor às exigências do novo milénio, enquanto gradualmente são quebradas barreiras sociais e ideológicas.
ART.6
Renovado interesse cultural na economia vem como um resultado de mudança de percepção da moeda como um todo. Isto vem como sequência do debate aberto com a introdução do euro.Através deste projeto, os alunos, incluindo, desde as mais novos de idade, pode tornar-se familiarizado com as questões econômicas básicas. Estas últimas são cada vez mais importante em uma nova sociedade de bem estar generalizado.
ART.7
Um Comitê Misto será selecionado.Irá incluir especialistas de uma ampla variedade de disciplinas. Todos serão livres para oferecer sua própria contribuição para o projeto.Este comitê também irá formar o júri que escolhe as ideias mais interessantes, propostas e projetos exigidos por diferentes iniciativas em curso.
ART.8
Haverá uma campanha de informação e apoio para coordenar grupos de trabalho, comissões e clubes, implementadas através de organizações, entidades e associações.Haverá um período de consideração para todas as contribuições relativas à expansão, comparação e desenvolvimento de: questões e problemas técnicos; otimização dos instrumentos e procedimentos legislativos; e cumprindo as obrigações da nova moeda.
ART.9
Ensaios serão realizados em importantes eventos internacionais, visando a sensibilização, educação e promoção. Os testes com a “United Money” (notas e moedas) serão confiadas aos melhores profissionais e especialistas internacionais nos campos apropriados. O tempo será reservado para explorar questões avançadas de tecnologias de segurança e falsificações, que a futura moeda terá que manter sob controlo.Isso envolverá os mais prestigiados e confiáveis organismos públicos e privados, incluindo as universidades e as empresas.
ART.10
Será da responsabilidade dos futuros cidadãos do mundo e os governos o feito de colocar-lo em prática para tornar nosso projeto uma realidade. Este projeto é orientado por uma firme crença na unificação e de co-existência de diferentes povos.Destina-se a promover uma distribuição igualitária de cada vez mais os recursos do planeta e intelecto humano.
Roma e Bruxelas, 21 mar 1996Rome and Brussels, March 21st 1996 Nova York, 12 jan. 2000.New York, January 12th 2000. Milão, 17 fev 2009Milan, February 17th 2009
Há 10 anos atrás quando começou o Banco Palmas, a pergunta da vez era “Porque somos Pobres?” e como resposta mais simples a comunidade respondia “Somos pobres porque não temos dinheiro”.
E a metodologia dos Bancos Comunitários, criada pelo Banco Palmas, comprova que essa tese está completamente equivocada, já que toda comunidade é portadora de riquezas, considerando a riqueza como os talentos de cada pessoa em forma de produtos, serviços e saberes.
“E porque então nossas comunidades empobrecem?”
Porque tudo que nossas comunidades compram vem de fora da comunidade, principalmente de multi-nacionais que não consomem de nós.
E porque precisamos de Bancos Comunitários?
Mais do que prestar serviços bancários para as comunidades atendidas a função do Banco Comunitário é reorganizar a economia local, oferecendo por um lado microcrédito com juro baixo para que a comunidade possa voltar a produzir e por outro oferecendo empréstimos sem juro em moeda social para fortalecer o consumo local.
Por isso precisamos de Bancos Comunitários.
Para que cada uma de nossas comunidades tenham a possibilidade de reorganizem sua economia local, evitando que percam sua base monetária e evitando assim que nossas comunidades sigam empobrecendo.
M-PESA, ( “M” de celular, e “PESA” corresponde a palavra Swahili para dinheiro), uma tecnologia que permite a transferência de dinheiro através de mensagens de texto no Quênia, na Tanzânia, no Afeganistão e na África Ocidental.
Considerando o fato que no Quênia, apenas um entre cinco quenianos tem acesso aos serviços bancários, o M-PESA aparece como uma iniciativa público-privada com o objetivo primário de testar a potencialidade da telefonia móvel na prestação de serviços financeiros para as pessoas de economias emergentes.
Em 2005, a Vodafone e a Safaricom, afiliada da Vodafone, no Quênia, conseguiram um financiamento do governo britânico através do “Financial Deepening Challenge Fund (FDCF)” para tocar um projeto piloto e com o sucesso do piloto o aconteceu o lançamento comercial, no Quênia, em Março de 2007 e já conta com mais de 5 milhões de usuários e o M-PESA, se tornou a maneira mais barata e mais segura de transferir dinheiro no Quênia, com muita popularidade entre a classe mais baixa e trabalhadores rurais.
O serviço permite que os clientes realizem transferência com limite de 450 dólares por dia e divulgaram uma movimentação de $ 4 milhões de dólares por dia.
O serviço é muito simples. A partir de um registro de informações básicas tais como a identidade nacional e a data de nascimento, o cliente ganha uma carteira virtual relacionada ao seu cartão SIM. Com a conta criada, o cliente pode dirigir-se a qualquer um dos mais de 1.200 quiosques habilitados a carregar dinheiro nessa carteira virtual dentro do cartão SIM. E depois de creditado é só utilizar enviando dinheiro para outros telefones celulares (até para clientes não registados), pagando contas, comprando “airtime” ou para fazer saques.
O serviço tem sido posicionado como um serviço de pagamentos ao invés de financeira, para garantir a sua regulação dada a importância das transferências na vida dos quenianos. O projeto prevê expansão do serviço, habilitando remessas internacionais que permitam que quenianos no Reino Unido possam enviar dinheiro para usuários do sistema M-PESA no Quênia.
Eu sempre comento com as pessoas mais próximas que vivemos em um processo de empobrecimento constante por conta de um problema aritmético elementar. Todos os dias os bancos colocam em circulação bilhões e tiram bilhões mais juros. E já na entrada do site http://www.moneyasdebt.net/ o Paul Grignon declara que o “Money as Debt II” explora a frágil, fraudulenta e destrutiva aritmética do sistema monetário que nos mantém como eternos reféns de uma crescente DÍVIDA…
Para quem não conhece a primeira edição do “Money as Debt” de modo resumido o filme está centrado no processo de criação dinheiro como comentei em Abril de 2007 através deste post e para quem já conhece segue uma amostra da segunda edição do filme:
Bailouts, pacotes de estímulos, divida sobre dívida… Onde terminará tudo isso?
Como conseguismo chegar a esta situação onde jamais existiu tanta riqueza material e produtividade quanto na atualidade e ainda assim todos seguem em dívidas com os banqueiros?
E agora, de repente, os banqueiros não têm dinheiro e nós, os contribuintes, temos que salvar-los por terem afundado todo nós dentro dessa grande dívida.
Money as Debt II explora a frágil, fraudulenta e destrutiva aritmética do sistema monetário que nos mantém como eternos reféns de uma crescente DÌVIDA…
…e como nós podemos
evoluir para além desse sistema
em uma nova era.
Na última sexta-feira, dia 05 de Junho de 2009, aconteceu a Jornada de Inauguração de Quatro Bancos Comunitários em São Paulo, lançado pelo projeto Moradia Solidária que tem como eixo de ação o desenvolvimento local em regiões metropolitanas junto aos movimentos de moradia.
Segundo o que foi comentado, o projeto foi desenvolvido a partir de quatro eixos, em parceria com a ITCP-USP, o Banco Popular do Brasil, SENAES-MTE e o Instituto Palmas, onde:
O primeiro eixo foi pensado para gerar o capital social nas comunidades assistidas pelo projeto, formando agentes locais de desenvolvimento local, agentes locais de economia solidária;
O segundo eixo de atuação veio para fomentar empreendimentos de economia solidária pelos então agentes locais;
O terceiro grande eixo do projeto foi a constituição de centros de referências em cada uma das comunidades assistidas pelo projeto, que pudesse articular essas experiências de economia solidária;
E o quarto grande eixo foi a criação dos Bancos Comunitários em cada uma das comunidades assistidas pelo projeto.
Logo de apresentado o projeto, ocorreram algumas falas dos representantes da Universidade de São Paulo (USP), seguido pela Maria Izilda Camillo da Associação Sem Terra da Zona Norte – UMM e que representou as comunidades neste ocasião.
O diretor do Instituto Palmas, Joaquim de Melo Neto, lembrou que antes “nossas comunidades brigavam para ter asfalto, energia, água…. e que hoje nossas comunidades lutam para ter seu banco, e não se trata de qualquer banco, a comunidade luta para ter seu próprio sistema financeiro”, resgatando durante sua fala que a função do Banco Comunitário mais que prestar os serviços bancários para as comunidades atendidas é reorganizar a economia local. Nesse sentido, sobre a função do Banco Comunitário, lembrou que há 10 anos atrás quando começaram o Banco Palmas, a pergunta da vez era “Porque somos Pobres?” e como resposta mais simples a comunidade respondia “Somos pobres porque não temos dinheiro” e hoje conseguem comprovar que essa tese está completamente equivocada, já que o que acontece é que as comunidades perdem suas poupanças internas, perdendo sua base monetária e assim empobrecendo e assim toda comunidade é portadora de desenvolvimento econômico. “E porque empobrecem?” Porque tudo que compram vem de fora da comunidade, de multi-nacionais. E reforçou que a proposta dos Bancos Comunitários é oferecer microcrédito para que a comunidade possa voltar a produzir e oferecer empréstimos em moeda social para fortalecer o consumo local. E terminou sua fala lembrando que com esses quatro novos bancos a rede do Instituto Palmas chega a 44 Bancos Comunitários, agradecendo ao deputado Eudes Xavier (PT), coordenador da Frente Parlamentar Nacional em de Defesa da Economia Solidária, ao Governo Federal que propiciou que a metodologia do Banco Palmas pudesse ser compartilhada Brasil afora e finalizou parabenizando o Movimento de Moradia Solidária por esta data.
O secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, lembrou que essa é uma conquista coletiva mas principalmente do Movimento de Moradias, mas também das Universidades e também da União. Reconhecendo a grande inovação do Banco Palmas ao juntar em um mesmo programa a idéia do microcrédito com as moedas sociais. Permitindo assim criar um territorio monetário próprio, e a partir desse território proteger os empreendimentos que preferencialmente deve ser coletiva, sem exploração e autogestionária. E classificou a moeda social como uma arma fundamental para provocar em nossas comunidades a substituição das importações, devido as pessoas das comunidades gastarem seu dinheiro com produtos que vem de fora da comunidade.
Outra fala interessante foi da ex-prefeita do município de São Paulo e atual Deputada Federal Luiza Erundina que está empenhada em regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal que vem para regulamentar os Bancos Comunitários no Brasil e que aproveitou a ocasião pra agradecer ao Idalvo Toscano por ter apresentado e explicado para a Depurata O que era o Banco Palmas, por ter orientado-a sobre como o sistema financeiro popular deveria funcionar, por ter-la alertado para a possibilidade de que a Deputada poderia regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal que está há quase 21 anos parado e que está sofrendo grande resistência para ser aprovada por parte do mesmo Governo que vem apoiando projetos como esse do Bancos Comunitários. E ressaltou que o objetivo não é criar uma lei para criar esses bancos e sim regulamentar esses Bancos que existem de fato e que só falta uma lei para consagrar esse direito adquirido de fato.